Biblioteca Escolar de Airães
quinta-feira, 8 de outubro de 2026
"10 Minutos a Ler" já começaram!
quarta-feira, 8 de julho de 2026
Inspirações Literárias - 8.ºB
Com muita inspiração e força de vontade, os alunos do 8.ºB elaboraram estes textos cheios de imaginação, sob orientação do professor Jorge Oliveira.
Estava na sala de aula quando vi algo no chão, debaixo de uma
mesa. Era pequeno, leve e fácil de segurar.
Tinha uma forma simples, geralmente retangular. Já estava um
pouco gasto de tanto uso e tinha marcas de lápis por todo o lado.
Quando passei numa folha escrita, ao esfregar, as letras
começaram a desaparecer, a deixar o papel limpo outra vez.
Mariana Costa
Estou prestes a encontrar o objeto que tenho andado a procurar espero o achar.
Objetos como ele há de muitas cores todos têm a mesma função,
sem ele a vida seria disfuncional sem qualquer ritual.
Este objeto que estou a pensar tem diversas versões e com
várias combinações.
À medida que o tempo passa, ouvimos tic-tac, tic-tac, tic-tac…
Um objeto
secreto
Para o nome do meu objeto
encontrar
Este poema irão ter de
interpretar
este objeto é pequeno
mas pode causar dano extremo
Muito usado na cozinha
deixa a comida fininha
feita de aço
Corta num só traço
Tem de ser manuseado com cuidado
senão irás ser cortado
e cortado significa aleijado
Muito conhecida em filmes de
terror
É conhecido por causar dor
Então, o nome dela conseguirão
supor
Hélder
Espanhol
Com duas rodas leves e um guidão firme
Deslizo veloz pelo asfalto
cinzento
Um pé empurra o chão, o outro
descansa
E o vento beija meu rosto em
movimento
Subo e desço ruas, corto esquinas
apertadas
Equilíbrio frágil, adrenalina
pura
Levo mochila nas costas,
liberdade nas mãos
E paro, de repente, com um
pequeno salto
Miguel Conceição
Isaac Assunção
Saí de casa sem plano, só para andar um pouco e arejar a cabeça. Fui seguindo ruas conhecidas até me afastar para uma zona mais calma, com um caminho de terra entre vegetação baixa.
Foi aí que reparei numa coisa no
chão, meio escondida.
Aproximei-me e agachei-me. Era um
objeto pequeno, irregular, com superfície áspera e sem qualquer brilho. Tinha
tons acinzentados misturados com castanho, como algo moldado pelo tempo e pelo
contacto constante com o exterior. Era sólido, pesado para o tamanho, e
completamente frio ao toque.
Não tinha marcas claras nem
sinais de ter sido trabalhado. Parecia simplesmente ter estado ali há muito
tempo.
Não fazia grande sentido, mas
acabei por levá-lo comigo.
Matilde Alegria
Era uma tarde de névoa, onde o vento corria pela cidade de Mallash. Os
bancos castanhos ao lado da praça principal, estavam húmidos; os pássaros
estavam no ninho e as águas do mar subiam. Depois de um longo dia, as ruas
encheram-se de carros a buzinar, bicicletas e pessoas a caminhar.
Mia vinha da escola, com a sua mochila colorida, o seu arco na cabeça e
um vestido d’inverno. Os seus cabelos castanhos claros eram conduzidos pelo
vento enquanto caminhava pelas ruas.
Passados vinte e cinco minutos, Mia atravessava a ponte que dava entrada
à sua casa, atrás dos campos de milho. Então foi ter com a sua avó e esta
disse-lhe:
- Mia, guarda isto que vem sendo guardado de geração em geração, mas
nunca te esqueças, de nunca o mostrar a ninguém.
Mia olhou para o pequeno objeto. Era um objeto com um pequeno fio para
poder amarrar em seu pulso, com uma pedra azul e pérolas à volta daquela pedra
que reluzia à luz do dia. Prometeu guardá-la e nunca mostrar a ninguém.
Entretanto a luz do dia voltou a nascer e Mia, com curiosidade, foi
questionar a sua avó da razão pela qual tal objeto não podia ser revelado. A
avó deixou a questão no ar e nunca foi explicado à Mia a importância de tal
coisa.
O tempo passou, Mia cresceu e ainda guardava o seu objeto dentro de uns
sapatos guardados na caixa.
Após três meses Mia teve de viajar e a história ficou por contar.
Clara Monteiro
Rolo na mão sinto o aperto
um cubo leve que vais atirar.
Bato na mesa o azar é certo
antes do mundo me ver parar.
Furos nas faces sorte ou castigo
sou só o plástico que cai no
chão.
Se o jogo aperta conta comigo
para o sucesso ou para a
desilusão
Rodrigo Faria
Objeto que muitas formas pode ter
Muitas coisas nele podes ver
Este serve para refletir
E gosta de te ver sorrir
Diversas cores ele pode ter
É só olhar e escolher
Vê-te todos os dias antes de sair
de casa
E imita qualquer coisa que a
pessoa faça
Partido ele vai ficar
Se não vires onde o estás a
deixar
Vê-te ao longo da tua vida
Está sempre atento à tua volta e
à tua ida
Vê-te crescer
Sabe tudo o que estás a fazer
Leonor Faria
Inspirações Literárias - 8.ºA
Sob orientação do professor Sérgio Oliveira, os alunos do 8.ºA escreveram estes maravilhosos textos:
Era uma vez um homem
que se chamava Zé Rato (um ex-jogador de futebol com muitos golos) e o irmão Tó
Quim Rato (um ex-jogador de futsal com muitas defesas) no quintal a cavar
quando encontraram um objeto dourado e que era muito raro.
Como é óbvio eles
queriam saber o que era e foram pesquisar.
Quinze minutos depois
eles souberam que pertencera a Cristiano Ronaldo.
Depois voltaram ao
quintal para buscar o objeto só que, infelizmente, a vaca deles, que se chama
Clementina, decidiu fazer cocó em cima do objeto, mas como o Zé Rato e o Tó
Quim Rato não queriam limpar aquilo, por isso decidiram vender no OLX por 50
mil euros.
Dinis Correia e Pedro Costa
Num lugar longínquo existia um
castelo enorme, belo e com grandes muralhas à volta dele. Nesse castelo vivia
uma família muito rica onde o pai era o rei e tinha duas filhas que eram as
princesas. O rei chamava-se Jorge e era gordo, tinha olhos e cabelos claros e
vestia sempre roupas muito luxuosas, podia ter uma boa aparência, mas era
arrogante e muito ambicioso. Certo dia o rei ao acordar ouviu uma das filhas a
gritar e a falar:
- Alguém me roubou o meu bem mais
precioso!
Com essa gritaria apareceu uma criada
para ver o que se passava, a princesa mandou logo chamar o rei, seu pai, e a
criada encaminhou-se ao quarto real e dirigiu-se ao rei:
- Vossa majestade, a sua filha
mais velha pediu com urgência para ir ter ao quarto dela.
Então, o rei saiu apressado do
seu quarto e quando chegou aos aposentos da filha ela chorava sentada no chão.
- Pai, perdi o meu bem mais
precioso.
- Vou mandar procurar por todos os
lados do castelo.
Os criados do castelo começaram
todos à procura do bem mais precioso da princesa.
Enquanto isso a princesa só
pensava no que tinha perdido.
Depois de horas à procura, os
criados encontraram várias coisas com pelo branco, mas, entre todas as coisas que
encontraram, nenhuma tinha sido o que a princesa perdeu.
Esse objeto era muitas vezes
calçado pela princesa, pois tinha muito significado para ela.
Mas havia um sítio que ainda
ninguém tinha procurado, que era no jardim, onde estava a casota do cão. Foi
nesse local que os criados, depois de muito procurarem todo o lado, finalmente
foram encontrar o bem precioso da princesa.
Ana Carvalho e Matilde Ferreira
Num dia de sol, o Ricardo e a sua
família decidiram ir à praia.
Logo de manhãzinha, pelas sete e
meia o Ricardo acordou, todo ansioso, foi ao quarto da sua irmã Maria, e
acordou-a. Em seguida, sorrateiramente, foram os dois acordar os seus pais.
Passado algum tempo, depois de
terem tomado o pequeno almoço, entram no carro, com destino à praia.
Chegaram ao local e saíram a
correr do carro. O Ricardo e a sua irmã estavam super animados para esse dia.
Entretanto, já na praia, o Ricardo cansou-se de estar a apanhar sol e perguntou
ao seu pai, se ele queria ir com ele dar um mergulho. O pai, que estava cheio
de calor, aceitou. Deram uma pequena corrida para o mar e mergulham. O Ricardo
foi um pouco mais para o fundo do que o esperado, e começou a gritar: “PAI,
PAI, PAI...”. O pai ao ouvir ficou preocupado e foi ter com ele. O filho
mostrou-lhe um objeto, que tinha aparência de ser uma antiguidade do Titanic,
com ferrugem, pois era de ferro, e encontrava-se numa mala velha de metal. O
pai, incrédulo, levou o objeto para a toalha.
Quando entardeceu, arrumaram as
malas no carro. No caminho, na autoestrada, um pneu furou, o pai saiu do carro
e trocou o pneu, para conseguirem seguir viagem. E assim continuaram a matutar
sobre que objeto seria aquele.
Maria Pinto, Ilda Cunha e Beatriz Martins
No verão do ano passado nós, Maria e Matilde fomos ao sótão da casa da avó da Maria, numa aldeia que se situa no interior de Portugal. O sótão era escuro e cheio de caixas antigas cobertas de pó.
Enquanto procurávamos brinquedos velhos, a
Maria encontrou um objeto pequeno e redondo com uma moldura prateada já com um
pouco de ferrugem. À primeira vista, parecia apenas uma peça antiga sem
qualquer importância. No entanto, quando as duas olham para a base brilhante em
vez de verem os seus rostos, apareceu uma imagem de um jardim desconhecido.
- Matilde, estás a ver isto? - perguntou a
Maria muito assustada.
- Ui! Realmente isto é mesmo
estranho - respondeu a Matilde, tentando manter a calma.
A Maria, por ser muito curiosa,
queria descobrir o significado daquela imagem. A Matilde tinha mais receio e
achava que deviam ter mais cuidado. De repente a imagem desapareceu e tudo
voltou ao normal, como se não tivesse acontecido. Assustadas, as duas colocaram
o objeto novamente na caixa e saíram do sótão. No dia seguinte, ao voltarem ao
mesmo lugar, o objeto já não se encontrava lá.
Até hoje a Maria e a Matilde
perguntam-se que lugar seria aquele e porque é que naquele dia de verão algo
tão simples lhes mostrou um segredo tão misterioso.
Matilde Ribeiro e Maria Aires
O mundo dos gatos
Um dia o gato Biscoito estava à
procura de comida pelos caixotes do lixo até que foi parar ao caixote de um
restaurante chamado "Hot Flame". O restaurante "Hot Flame"
começou a ser assaltado e o Biscoito aproveitou a distração e foi roubar
comida. Contudo, 0 que ele não sabia era que o governo dos gatos estava lá a
jantar.
Uma vez que o governo já tinha
chamado a Polícia dos gatos e como biscoito estava a roubar comida, achavam que
ele era o assaltante e prenderam-no.
Depois, o Biscoito foi levado ao
tribunal e foi condenado a 10 anos de prisão, mas como ele se portou bem, a pena
acabou por ser reduzida para 5 anos. Ainda assim, ao fim de 2 anos ele fugiu e
acabou, acabando por ser capturado outra vez e condenado a experiências de
laboratório.
Dois jovens caminhavam lentamente a altas horas da noite e um deles, o mais alto tinha a cara tapada e chamava-se Luís. Era magro, impulsivo, imprudente e estava sempre a arranjar problemas na escola.
O seu melhor amigo era o outro rapaz, que se chamava João e era baixo e gordo, psicologicamente calmo, mas ansioso e não gostava de problemas. O contraste de personalidades era a principal causa das muitas discussões que os dois estavam constantemente a ter. Nessa noite os dois tinham presenciado uma coisa muito estranha e
Luís tinha a cara queimada!
- O que vou dizer aos meus pais? - perguntou
Luís.
- A verdade - disse o amigo.
- E eles vão acreditar? - perguntou
Luís com impaciência.
- Talvez não, mas a verdade é
sempre melhor! - disse João.
Os dois tinham entrado numa casa
abandonada muito estranha repleta de armas, livros
numa língua desconhecida e
objetos de rituais estranhos. Um desses objetos queimou Luís.
Era redondo e com um pêndulo, mas
eles não conseguiram ver bem porque nesse momento
houve um flash e os dois amigos
desmaiaram.
No dia seguinte, quando acordou, o Luís tinha o objeto na mochila e pôde ver que era…
Miguel Magalhães
Inspirações Literárias - 7.ºB
Sob orientação do professor Sérgio Oliveira, os alunos do 7.ºB deram largas à sua criatividade e surgiram estes belíssimos textos:
Folhas dançam ao vento o sol aquece o chão a natureza sussurra calma o coração
Maria Macedo
A natureza a florescer
Com o vento a correr
Os pássaros a cantar
E o sol a brilhar
Letícia Freitas
Na natureza a cor é vida
Cada flor é uma querida
O pássaro a cantar sem parar
E as árvores dançam ao luar
Astrid Medina
O som entre as páginas
A biblioteca estava em
silêncio, como sempre.
O pó dançava lentamente
à luz que entrava pelas janelas altas, e o cheiro dos livros antigos preenchia
o ar. Tudo parecia normal… até que alguém ouviu um som estranho.
Um “tic… tic… tic…”
ritmado, insistente.
Não vinha do relógio da
parede. Nem de passos. Vinha de um lugar ainda mais improvável.
Entre as páginas
grossas de um dicionário esquecido numa prateleira alta, algo estava escondido.
Não era papel, nem marcador, nem fotografia antiga. Era um objeto que não fazia
sentido ali — algo que pertencia a outro lugar, a outro tempo, a outra função.
Ainda assim, estava
ali, encaixado entre palavras que ninguém lia há anos.
Quem o colocou ali? E
porquê esconder algo tão fora do comum num sítio tão improvável?
O som continuava.
“Tic… tic…tic”...
Maria Leonor Macedo
quarta-feira, 3 de junho de 2026
Projeto "10 Minutos a Ler" - O Livro em Infográfico
Os alunos do 9.º ano realizaram infográficos nas aulas de TIC, contendo informações sobre um dos livros lidos nas diferentes disciplinas, no âmbito do projeto "10 Minutos a Ler".
À descoberta do objeto descrito - 8.ºD
Os alunos do 8.º D, sob orientação do professor Jorge Oliveira, no Laboratório de Narrativas, criaram histórias descrevendo um objeto sem o nomear!
Conseguem adivinhar o que é???
O Mistério das Piscinas de Aljustrel
Era julho e estavam quase 40 graus em
Aljustrel. Daquele calor absurdo que faz, até os pombos parecerem cansados.
Nós, eu e a Francisca, decidimos ir às Piscinas Municipais de Aljustrel porque
pensámos: “vai ser tranquilo, temos entrada grátis e tudo”.
Claramente fomos ingénuas.
Mal chegámos já havia caos. Crianças a correr,
pessoas a discutir por sombras minúsculas e um senhor a reclamar que
“antigamente é que as piscinas eram boas”. Em menos de vinte minutos a
Francisca já tinha perdido os chinelos, eu levei com uma bola na cabeça e vimos
um homem adormecer numa boia em forma de flamingo.
Mas a parte estranha começou perto do bar.
Havia uma coisa pousada numa das mesas. Não percebíamos exatamente o que era. Parecia normal… mas ao mesmo tempo, parecia completamente fora do sítio. Algumas pessoas olhavam fixamente para aquilo e outras fingiam que não existia. A Francisca olhou para mim e disse:
- Tenho um pressentimento que vai acontecer
alguma coisa.
Antes
que conseguisse responder, apareceu o nadador-salvador Tiago a correr na nossa
direção:
- Não toquem nisso!!
Toda a gente ficou em silêncio. Uma criança
até deixou cair um Calippo no chão. Perguntámos porquê e ele respondeu:
- Porque da última vez apareceu o javali.
Nós
começámos logo a rir porque achámos que ele estava a gozar connosco. Mas de
repente ouvimos um barulho vindo dos arbustos. Depois outro. E do meio dos
arbustos saiu literalmente um javali enorme. Molhado. E com óculos de sol
presos na cabeça. O caos começou imediatamente. Uma senhora gritou:
- AUGUSTO
PEGA NAS TOALHAS!
Uma
criança começou a aplaudir. O homem da boia flamingo continuou a dormir sem
perceber absolutamente nada. O javali caminhou calmamente pelas piscinas como
se tivesse entrada VIP. Nós já nem conseguíamos respirar de tanto rir. O Tiago
apontou para aquela coisa misteriosa perto do bar e disse:
- Ele veio buscar isso. Nós perguntámos:
- O QUE É ISSO? - mas ele respondeu:
- Ninguém sabe. Só aparece todos os verões e
coisas absurdas começam a acontecer.
Nessa altura, o javali aproximou-se da mesa,
olhou para nós e depois deu uma pequena cabeçada naquela coisa. As luzes das
piscinas desligaram-se. A máquina dos gelados começou a tocar música
brasileira. E o altifalante anunciou:
- Atenção utentes, alguém deixou uma sande de
atum no balneário feminino.
A
Francisca caiu no chão a rir-se e eu honestamente já nem sabia o que estava a
acontecer. Depois disso, o javali pegou cuidadosamente na coisa misteriosa e
voltou para os arbustos como se nada fosse. Tudo ficou normal outra vez. As
luzes voltaram. A música parou. E o homem da boia flamingo acordou finalmente
só para perguntar:
- Já
começou a hidroginástica?
Até hoje ninguém percebeu o que aconteceu
naquele dia nas Piscinas de Aljustrel. Mas nós temos quase a certeza de uma
coisa: quando o calor chega aos 40 graus… o javali volta. Devem estar a
perguntar-se “mas o que era essa tal coisa??”
Então…era
um incrível…!!!!!
Francisca
Teixeira e Margarida Magalhães
À descoberta do objeto descrito - 8.ºC
Os alunos do 8.º C, sob orientação do professor Jorge Oliveira, no Laboratório de Narrativas, criaram histórias descrevendo um objeto sem o nomear!
Conseguem adivinhar o que é???
Num dia chuvoso, o Rui decidiu
arrumar um sítio de que tinha medo - o seu sótão. Ele nunca lá tinha ido porque
sempre achou que estava cheio de aranhas e de centopeias. Então, ele decidiu
preparar-se com um fato de treino, luvas, uma máscara, um gorro, umas galochas,
um pano e uma lanterna.
Quando Rui ia a meio do processo de limpeza,
decidiu limpar uma arca velha, suja e arranhada. Decidiu abri-la, mas com calma,
pois tinha medo que uma aranha ou centopeia lhe saltasse para a cara. Contudo,
em vez de aranhas e centopeias, tinha muitas roupas e joias, mas, depois de remexer
um pouco mais, encontrou um objeto que parecia ser revestido de ouro, com
pequenas luas que se conectavam e um círculo verde, grande e esbelto.
Quando viu esse objeto, o Rui começou a chorar,
pois aquilo era muito importante para ele.
Sabes o que é?
Dinis Leite n.º 4, Dinis Teixeira n.º 5, Diogo Guimarães n.º 6, Diogo Monteiro n.º7, Duarte Teixeira n.º8, Francisco Fernandes n.º 9, Hugo Nunes n.º 12 e Pedro Pereira n.º 19
*****
Lá estava eu a descobrir esta
nova ilha incrível e encontrei o objeto mais espantoso e mais magnífico visto
na face do universo (sim do universo! Estão a perceber o quão incrível era?).
Subi ao monte onde vi este
objeto, que parecia ser um objeto normal, mas na verdade era um caminho cheio
de surpresas para o resto da vida. Eu fiquei muito lisonjeada, pois sabia que
este era um objeto único (literalmente). Fui vê-lo mais de perto e fiquei
maravilhada com a vegetação que o objeto tinha e fiquei muito contente por tê-lo encontrado.
Letícia Azevedo, n.º 15
*****
Sou pequeno, mas posso guardar
mundos inteiros dentro de mim.
Viajo contigo para todo o lado,
quase sempre escondido num bolso ou numa mochila.
Quando fico sem energia, torno-me
quase inútil.
Consigo mostrar imagens, tocar músicas, fazer chamadas e até ajudar nos trabalhos da escola.
Muitas pessoas passam horas a
olhar para mim todos os dias.
Sem mim, alguns sentem-se
perdidos.
O que sou eu?
Martim Leite, n.º 17
terça-feira, 2 de junho de 2026
À descoberta do objeto descrito - 8.ºB
Os alunos do 8.ºB, sob orientação do professor Jorge Oliveira, no Laboratório de Narrativas, criaram histórias descrevendo um objeto sem o nomear!
Conseguem adivinhar o que é???
Estava na sala de aula quando vi algo no chão, debaixo de uma
mesa. Era pequeno, leve e fácil de segurar.
Tinha uma forma simples, geralmente retangular. Já estava um
pouco gasto de tanto uso e tinha marcas de lápis por todo o lado.
Quando passei numa folha escrita, ao esfregar, as letras começaram a desaparecer, a deixar o papel limpo outra vez.
Mariana Ferreira da Costa
*****
Estou prestes a encontrar o objeto que tenho andado a procurar.
Objetos como ele há de muitas cores todos têm a mesma função,
sem ele a vida seria disfuncional sem qualquer ritual.
Este objeto que estou a pensar tem diversas versões e com
várias combinações.
À medida que o tempo passa, ouvimos tic-tac, tic-tac, tic-tac…
Um objeto
secreto
Para o nome do meu objeto
encontrar
Este poema irão ter de
interpretar
este objeto é pequeno
mas pode causar dano extremo
Muito usado na cozinha
deixa a comida fininha
feita de aço
Corta num só traço
Tem de ser manuseado com cuidado
senão irás ser cortado
e cortado significa aleijado
Muito conhecida em filmes de
terror
É conhecido por causar dor
Então, o nome dela conseguirão supor
Hélder Espanhol
*****
Era uma vez um bruxo que vivia nos campos da Escócia, sozinho, triste e a ter uma rotina repetitiva.
Para ocupar sua mente, num determinado dia chuvoso e nublado, estava a testar novos tipos de poções, mas uma delas chamou mais atenção. A poção mostrava visões sobre o futuro de 1 hora e lá ele viu uma mulher charmosa, delicada como algodão e de olhos azuis como o oceano. Ela estava a passear perto da cabana e o mesmo ficou todo animado e foi se preparar.
Para um bruxo, ele estava aprumado demais e preparou-se levando consigo um objeto pequenino, circular e sem meio. No topo, havia um pequeno diamante brilhante que brilhava como o sol.
Isaac Assunção
*****
Saí de casa sem plano, só para
andar um pouco e arejar a cabeça. Fui seguindo ruas conhecidas até me afastar
para uma zona mais calma, com um caminho de terra entre vegetação baixa.
Foi aí que reparei numa coisa no
chão, meio escondida.
Aproximei-me e agachei-me. Era um
objeto pequeno, irregular, com superfície áspera e sem qualquer brilho. Tinha
tons acinzentados misturados com castanho, como algo moldado pelo tempo e pelo
contacto constante com o exterior. Era sólido, pesado para o tamanho, e
completamente frio ao toque.
Não tinha marcas claras nem
sinais de ter sido trabalhado. Parecia simplesmente ter estado ali há muito
tempo.
Não fazia grande sentido, mas acabei por levá-lo comigo.
Matilde Alegria
*****
Uma história por acabar
Era uma tarde de névoa, onde o vento corria pela cidade de Mallash. Os
bancos castanhos ao lado da praça principal, estavam húmidos; os pássaros
estavam no ninho e as águas do mar subiam. Depois de um longo dia, as ruas
encheram-se de carros a buzinar, bicicletas e pessoas a caminhar.
Mia vinha da escola, com a sua mochila colorida, o seu arco na cabeça e
um vestido d’inverno. Os seus cabelos castanhos claros eram conduzidos pelo
vento enquanto caminhava pelas ruas.
Passados vinte e cinco minutos, Mia atravessava a ponte que dava entrada
à sua casa, atrás dos campos de milho. Então foi ter com a sua avó e esta
disse-lhe:
- Mia, guarda isto que vem sendo guardado de geração em geração, mas
nunca te esqueças de nunca o mostrar a ninguém.
Mia olhou para o pequeno objeto. Era um objeto com um pequeno fio para
poder amarrar em seu pulso, com uma pedra azul e pérolas à volta daquela pedra
que reluzia à luz do dia. Prometeu guardá-la e nunca mostrar a ninguém.
Entretanto a luz do dia voltou a nascer e Mia, com curiosidade, foi
questionar a sua avó da razão pela qual tal objeto não podia ser revelado. A
avó deixou a questão no ar e nunca foi explicado à Mia a importância de tal
coisa.
O tempo passou, Mia cresceu e ainda guardava o seu objeto dentro de uns
sapatos guardados na caixa.
Após três meses Mia teve de viajar e a história ficou por contar.
Clara Monteiro
*****
Um Rolo na mão sinto o aperto
um cubo leve que vais atirar.
Bato na mesa o azar é certo
antes do mundo me ver parar.
Furos nas faces sorte ou castigo
sou só o plástico que cai no
chão.
Se o jogo aperta conta comigo
para o sucesso ou para a desilusão
Rodrigo Faria
*****
Objeto que muitas formas pode ter
Muitas coisas nele podes ver
Este serve para refletir
E gosta de te ver sorrir
Diversas cores ele pode ter
É só olhar e escolher
Vê-te todos os dias antes de sair
de casa
E imita qualquer coisa que a
pessoa faça
Partido ele vai ficar
Se não vires onde o estás a
deixar
Vê-te ao longo da tua vida
Está sempre atento à tua volta e
à tua ida
Vê-te crescer
Sabe tudo o que estás a fazer
Leonor Ribeiro Faria









