quarta-feira, 3 de junho de 2026

À descoberta do objeto descrito - 8.ºD

 


Os alunos do 8.º D, sob orientação do professor Jorge Oliveira, no Laboratório de Narrativas, criaram histórias descrevendo um objeto sem o nomear!

Conseguem adivinhar o que é???


 O Mistério das Piscinas de Aljustrel

 

 Era julho e estavam quase 40 graus em Aljustrel. Daquele calor absurdo que faz, até os pombos parecerem cansados. Nós, eu e a Francisca, decidimos ir às Piscinas Municipais de Aljustrel porque pensámos: “vai ser tranquilo, temos entrada grátis e tudo”.

 Claramente fomos ingénuas.

 Mal chegámos já havia caos. Crianças a correr, pessoas a discutir por sombras minúsculas e um senhor a reclamar que “antigamente é que as piscinas eram boas”. Em menos de vinte minutos a Francisca já tinha perdido os chinelos, eu levei com uma bola na cabeça e vimos um homem adormecer numa boia em forma de flamingo.

 Mas a parte estranha começou perto do bar.

Havia uma coisa pousada numa das mesas. Não percebíamos exatamente o que era. Parecia normal… mas ao mesmo tempo, parecia completamente fora do sítio. Algumas pessoas olhavam fixamente para aquilo e outras fingiam que não existia. A Francisca olhou para mim e disse:

 - Tenho um pressentimento que vai acontecer alguma coisa.

  Antes que conseguisse responder, apareceu o nadador-salvador Tiago a correr na nossa direção:

 - Não toquem nisso!!

 Toda a gente ficou em silêncio. Uma criança até deixou cair um Calippo no chão. Perguntámos porquê e ele respondeu:

 - Porque da última vez apareceu o javali.

  Nós começámos logo a rir porque achámos que ele estava a gozar connosco. Mas de repente ouvimos um barulho vindo dos arbustos. Depois outro. E do meio dos arbustos saiu literalmente um javali enorme. Molhado. E com óculos de sol presos na cabeça. O caos começou imediatamente. Uma senhora gritou:

- AUGUSTO PEGA NAS TOALHAS!

  Uma criança começou a aplaudir. O homem da boia flamingo continuou a dormir sem perceber absolutamente nada. O javali caminhou calmamente pelas piscinas como se tivesse entrada VIP. Nós já nem conseguíamos respirar de tanto rir. O Tiago apontou para aquela coisa misteriosa perto do bar e disse:

 - Ele veio buscar isso. Nós perguntámos:

 - O QUE É ISSO? - mas ele respondeu:

 - Ninguém sabe. Só aparece todos os verões e coisas absurdas começam a acontecer.

 Nessa altura, o javali aproximou-se da mesa, olhou para nós e depois deu uma pequena cabeçada naquela coisa. As luzes das piscinas desligaram-se. A máquina dos gelados começou a tocar música brasileira. E o altifalante anunciou:

 - Atenção utentes, alguém deixou uma sande de atum no balneário feminino.

  A Francisca caiu no chão a rir-se e eu honestamente já nem sabia o que estava a acontecer. Depois disso, o javali pegou cuidadosamente na coisa misteriosa e voltou para os arbustos como se nada fosse. Tudo ficou normal outra vez. As luzes voltaram. A música parou. E o homem da boia flamingo acordou finalmente só para perguntar:

- Já começou a hidroginástica?

 Até hoje ninguém percebeu o que aconteceu naquele dia nas Piscinas de Aljustrel. Mas nós temos quase a certeza de uma coisa: quando o calor chega aos 40 graus… o javali volta. Devem estar a perguntar-se “mas o que era essa tal coisa??”

Então…era um incrível…!!!!!

 

Francisca Teixeira e Margarida Magalhães



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