quarta-feira, 8 de julho de 2026

Inspirações Literárias - 8.ºB

 


Com muita inspiração e força de vontade, os alunos do 8.ºB elaboraram estes textos cheios de imaginação, sob orientação do professor Jorge Oliveira.


Estava na sala de aula quando vi algo no chão, debaixo de uma mesa. Era pequeno, leve e fácil de segurar.

Tinha uma forma simples, geralmente retangular. Já estava um pouco gasto de tanto uso e tinha marcas de lápis por todo o lado.

Quando passei numa folha escrita, ao esfregar, as letras começaram a desaparecer, a deixar o papel limpo outra vez.


Mariana Costa


Estou prestes a encontrar o objeto que tenho andado a procurar espero o achar.

Objetos como ele há de muitas cores todos têm a mesma função, sem ele a vida seria disfuncional sem qualquer ritual.

Este objeto que estou a pensar tem diversas versões e com várias combinações.

À medida que o tempo passa, ouvimos tic-tac, tic-tac, tic-tac…

Chegamos à conclusão e sem confusão concluímos com razão que o objeto é…

Leonor Vieira


Um objeto secreto

 

Para o nome do meu objeto encontrar

Este poema irão ter de interpretar

este objeto é pequeno

mas pode causar dano extremo

 

Muito usado na cozinha

deixa a comida fininha

feita de aço

Corta num só traço

 

Tem de ser manuseado com cuidado

senão irás ser cortado

e cortado significa aleijado

 

Muito conhecida em filmes de terror

É conhecido por causar dor

Então, o nome dela conseguirão supor

 

Hélder Espanhol


Com duas rodas leves e um guidão firme

Deslizo veloz pelo asfalto cinzento

Um pé empurra o chão, o outro descansa

E o vento beija meu rosto em movimento

Subo e desço ruas, corto esquinas apertadas

Equilíbrio frágil, adrenalina pura

Levo mochila nas costas, liberdade nas mãos

E paro, de repente, com um pequeno salto

 

Miguel Conceição

 

 Era uma vez um bruxo que vivia nos campos da Escócia, sozinho, triste e a ter uma rotina repetitiva. Para ocupar sua mente, num determinado dia chuvoso e nublado, estava a testar novos tipos de poções, mas uma delas chamou mais atenção. A poção mostrava visões sobre o futuro de 1 hora e lá ele viu uma mulher charmosa, delicada como algodão e de olhos azuis como o oceano. Ela estava a passear perto da cabana e o mesmo ficou todo animado e foi se preparar. Para um bruxo, ele estava aprumado demais e preparou-se levando consigo um objeto pequenino, circular e sem meio. No topo, havia um pequeno diamante brilhante que brilhava como o sol.

 

Isaac Assunção

 

Saí de casa sem plano, só para andar um pouco e arejar a cabeça. Fui seguindo ruas conhecidas até me afastar para uma zona mais calma, com um caminho de terra entre vegetação baixa.

Foi aí que reparei numa coisa no chão, meio escondida.

Aproximei-me e agachei-me. Era um objeto pequeno, irregular, com superfície áspera e sem qualquer brilho. Tinha tons acinzentados misturados com castanho, como algo moldado pelo tempo e pelo contacto constante com o exterior. Era sólido, pesado para o tamanho, e completamente frio ao toque.

Não tinha marcas claras nem sinais de ter sido trabalhado. Parecia simplesmente ter estado ali há muito tempo.

Não fazia grande sentido, mas acabei por levá-lo comigo.

 

Matilde Alegria

 

 Uma história por acabar

   Era uma tarde de névoa, onde o vento corria pela cidade de Mallash. Os bancos castanhos ao lado da praça principal, estavam húmidos; os pássaros estavam no ninho e as águas do mar subiam. Depois de um longo dia, as ruas encheram-se de carros a buzinar, bicicletas e pessoas a caminhar.

   Mia vinha da escola, com a sua mochila colorida, o seu arco na cabeça e um vestido d’inverno. Os seus cabelos castanhos claros eram conduzidos pelo vento enquanto caminhava pelas ruas.

   Passados vinte e cinco minutos, Mia atravessava a ponte que dava entrada à sua casa, atrás dos campos de milho. Então foi ter com a sua avó e esta disse-lhe:

   - Mia, guarda isto que vem sendo guardado de geração em geração, mas nunca te esqueças, de nunca o mostrar a ninguém.

   Mia olhou para o pequeno objeto. Era um objeto com um pequeno fio para poder amarrar em seu pulso, com uma pedra azul e pérolas à volta daquela pedra que reluzia à luz do dia. Prometeu guardá-la e nunca mostrar a ninguém.

   Entretanto a luz do dia voltou a nascer e Mia, com curiosidade, foi questionar a sua avó da razão pela qual tal objeto não podia ser revelado. A avó deixou a questão no ar e nunca foi explicado à Mia a importância de tal coisa.

   O tempo passou, Mia cresceu e ainda guardava o seu objeto dentro de uns sapatos guardados na caixa.

   Após três meses Mia teve de viajar e a história ficou por contar.

 

Clara Monteiro

 

Rolo na mão sinto o aperto

um cubo leve que vais atirar.

Bato na mesa o azar é certo

antes do mundo me ver parar.

 

Furos nas faces sorte ou castigo

sou só o plástico que cai no chão.

Se o jogo aperta conta comigo

para o sucesso ou para a desilusão

 

Rodrigo Faria

 

Objeto que muitas formas pode ter

Muitas coisas nele podes ver

Este serve para refletir

E gosta de te ver sorrir

 

Diversas cores ele pode ter

É só olhar e escolher

Vê-te todos os dias antes de sair de casa

E imita qualquer coisa que a pessoa faça

 

Partido ele vai ficar

Se não vires onde o estás a deixar

Vê-te ao longo da tua vida

 

Está sempre atento à tua volta e à tua ida

Vê-te crescer

Sabe tudo o que estás a fazer

 

Leonor Faria


Inspirações Literárias - 8.ºA

Sob orientação do professor Sérgio Oliveira, os alunos do 8.ºA escreveram estes maravilhosos textos:

 

Era uma vez um homem que se chamava Zé Rato (um ex-jogador de futebol com muitos golos) e o irmão Tó Quim Rato (um ex-jogador de futsal com muitas defesas) no quintal a cavar quando encontraram um objeto dourado e que era muito raro.

Como é óbvio eles queriam saber o que era e foram pesquisar.

Quinze minutos depois eles souberam que pertencera a Cristiano Ronaldo.

Depois voltaram ao quintal para buscar o objeto só que, infelizmente, a vaca deles, que se chama Clementina, decidiu fazer cocó em cima do objeto, mas como o Zé Rato e o Tó Quim Rato não queriam limpar aquilo, por isso decidiram vender no OLX por 50 mil euros.

 

Dinis Correia e Pedro Costa

 

Num lugar longínquo existia um castelo enorme, belo e com grandes muralhas à volta dele. Nesse castelo vivia uma família muito rica onde o pai era o rei e tinha duas filhas que eram as princesas. O rei chamava-se Jorge e era gordo, tinha olhos e cabelos claros e vestia sempre roupas muito luxuosas, podia ter uma boa aparência, mas era arrogante e muito ambicioso. Certo dia o rei ao acordar ouviu uma das filhas a gritar e a falar:

- Alguém me roubou o meu bem mais precioso!

Com essa gritaria apareceu uma criada para ver o que se passava, a princesa mandou logo chamar o rei, seu pai, e a criada encaminhou-se ao quarto real e dirigiu-se ao rei:

- Vossa majestade, a sua filha mais velha pediu com urgência para ir ter ao quarto dela.

Então, o rei saiu apressado do seu quarto e quando chegou aos aposentos da filha ela chorava sentada no chão.

- Pai, perdi o meu bem mais precioso.

- Vou mandar procurar por todos os lados do castelo.

Os criados do castelo começaram todos à procura do bem mais precioso da princesa.

Enquanto isso a princesa só pensava no que tinha perdido.

Depois de horas à procura, os criados encontraram várias coisas com pelo branco, mas, entre todas as coisas que encontraram, nenhuma tinha sido o que a princesa perdeu.

Esse objeto era muitas vezes calçado pela princesa, pois tinha muito significado para ela.

Mas havia um sítio que ainda ninguém tinha procurado, que era no jardim, onde estava a casota do cão. Foi nesse local que os criados, depois de muito procurarem todo o lado, finalmente foram encontrar o bem precioso da princesa.

 

Ana Carvalho e Matilde Ferreira


Num dia de sol, o Ricardo e a sua família decidiram ir à praia.

Logo de manhãzinha, pelas sete e meia o Ricardo acordou, todo ansioso, foi ao quarto da sua irmã Maria, e acordou-a. Em seguida, sorrateiramente, foram os dois acordar os seus pais.

Passado algum tempo, depois de terem tomado o pequeno almoço, entram no carro, com destino à praia.

Chegaram ao local e saíram a correr do carro. O Ricardo e a sua irmã estavam super animados para esse dia. Entretanto, já na praia, o Ricardo cansou-se de estar a apanhar sol e perguntou ao seu pai, se ele queria ir com ele dar um mergulho. O pai, que estava cheio de calor, aceitou. Deram uma pequena corrida para o mar e mergulham. O Ricardo foi um pouco mais para o fundo do que o esperado, e começou a gritar: “PAI, PAI, PAI...”. O pai ao ouvir ficou preocupado e foi ter com ele. O filho mostrou-lhe um objeto, que tinha aparência de ser uma antiguidade do Titanic, com ferrugem, pois era de ferro, e encontrava-se numa mala velha de metal. O pai, incrédulo, levou o objeto para a toalha.

Quando entardeceu, arrumaram as malas no carro. No caminho, na autoestrada, um pneu furou, o pai saiu do carro e trocou o pneu, para conseguirem seguir viagem. E assim continuaram a matutar sobre que objeto seria aquele.

 

Maria Pinto, Ilda Cunha e Beatriz Martins

 

No verão do ano passado nós, Maria e Matilde fomos ao sótão da casa da avó da Maria, numa aldeia que se situa no interior de Portugal. O sótão era escuro e cheio de caixas antigas cobertas de pó.          

Enquanto procurávamos brinquedos velhos, a Maria encontrou um objeto pequeno e redondo com uma moldura prateada já com um pouco de ferrugem. À primeira vista, parecia apenas uma peça antiga sem qualquer importância. No entanto, quando as duas olham para a base brilhante em vez de verem os seus rostos, apareceu uma imagem de um jardim desconhecido.

- Matilde, estás a ver isto? - perguntou a Maria muito assustada. 

- Ui! Realmente isto é mesmo estranho - respondeu a Matilde, tentando manter a calma.

A Maria, por ser muito curiosa, queria descobrir o significado daquela imagem. A Matilde tinha mais receio e achava que deviam ter mais cuidado. De repente a imagem desapareceu e tudo voltou ao normal, como se não tivesse acontecido. Assustadas, as duas colocaram o objeto novamente na caixa e saíram do sótão. No dia seguinte, ao voltarem ao mesmo lugar, o objeto já não se encontrava lá.

Até hoje a Maria e a Matilde perguntam-se que lugar seria aquele e porque é que naquele dia de verão algo tão simples lhes mostrou um segredo tão misterioso.

 

Matilde Ribeiro e Maria Aires


O mundo dos gatos

Um dia o gato Biscoito estava à procura de comida pelos caixotes do lixo até que foi parar ao caixote de um restaurante chamado "Hot Flame". O restaurante "Hot Flame" começou a ser assaltado e o Biscoito aproveitou a distração e foi roubar comida. Contudo, 0 que ele não sabia era que o governo dos gatos estava lá a jantar.

Uma vez que o governo já tinha chamado a Polícia dos gatos e como biscoito estava a roubar comida, achavam que ele era o assaltante e prenderam-no.

Depois, o Biscoito foi levado ao tribunal e foi condenado a 10 anos de prisão, mas como ele se portou bem, a pena acabou por ser reduzida para 5 anos. Ainda assim, ao fim de 2 anos ele fugiu e acabou, acabando por ser capturado outra vez e condenado a experiências de laboratório.

Numa experiência em que não seria possível um gato sobreviver, O Biscoito sobreviveu e tornou-se um gato mutante, tendo agora muito mais força do que antes, conseguindo fugir pelos esgotos do laboratório. Neste processo de fuga, depois de mais de 3 horas à procura da saída, ele viu uma luz, mas que não era uma saída. Era um objeto dourado, grande, com uma haste de metal que girava muito rápido e pesa cerca de 10kg.



João Teixeira e Rodrigo Meireles

 

 Dois jovens caminhavam lentamente a altas horas da noite e um deles, o mais alto tinha a cara tapada e chamava-se Luís. Era magro, impulsivo, imprudente e estava sempre a arranjar problemas na escola.  

O seu melhor amigo era o outro rapaz, que se chamava João e era baixo e gordo, psicologicamente calmo, mas ansioso e não gostava de problemas. O contraste de personalidades era a principal causa das muitas discussões que os dois estavam constantemente a ter. Nessa noite os dois tinham presenciado uma coisa muito estranha e

Luís tinha a cara queimada!

- O que vou dizer aos meus pais? - perguntou Luís.

- A verdade - disse o amigo.

- E eles vão acreditar? - perguntou Luís com impaciência.

- Talvez não, mas a verdade é sempre melhor! - disse João.

Os dois tinham entrado numa casa abandonada muito estranha repleta de armas, livros

numa língua desconhecida e objetos de rituais estranhos. Um desses objetos queimou Luís.

Era redondo e com um pêndulo, mas eles não conseguiram ver bem porque nesse momento

houve um flash e os dois amigos desmaiaram.

No dia seguinte, quando acordou, o Luís tinha o objeto na mochila e pôde ver que era…


Miguel Magalhães

Inspirações Literárias - 7.ºB

 


Sob orientação do professor Sérgio Oliveira, os alunos do 7.ºB deram largas à sua criatividade e surgiram estes belíssimos textos:


Folhas dançam ao vento o sol aquece o chão a natureza sussurra calma o coração


Maria Macedo

 

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A natureza a florescer

Com o vento a correr

Os pássaros a cantar

E o sol a brilhar

 

Letícia Freitas

 

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Na natureza a cor é vida

Cada flor é uma querida

O pássaro a cantar sem parar

E as árvores dançam ao luar

 

Astrid Medina

 

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O som entre as páginas


A biblioteca estava em silêncio, como sempre.

O pó dançava lentamente à luz que entrava pelas janelas altas, e o cheiro dos livros antigos preenchia o ar. Tudo parecia normal… até que alguém ouviu um som estranho.

Um “tic… tic… tic…” ritmado, insistente.

Não vinha do relógio da parede. Nem de passos. Vinha de um lugar ainda mais improvável.

Entre as páginas grossas de um dicionário esquecido numa prateleira alta, algo estava escondido. Não era papel, nem marcador, nem fotografia antiga. Era um objeto que não fazia sentido ali — algo que pertencia a outro lugar, a outro tempo, a outra função.

Ainda assim, estava ali, encaixado entre palavras que ninguém lia há anos.

Quem o colocou ali? E porquê esconder algo tão fora do comum num sítio tão improvável?

O som continuava.

“Tic… tic…tic”...


Maria Leonor Macedo